Onde tudo começou

Quando pequena, adorava ouvir meu pai falar sobre sua adorada pátria, a história, a mitologia, a história dos nossos antepassados e as suas aventuras na Grécia e no Brasil. Os momentos mais esperados por meus irmãos e por mim eram a hora do jantar e o almoço de domingo, momentos inesquecíveis que ficavam ainda melhores quando meu tio, irmão de meu pai, também estava presente. O que mais me intrigava era como ele falava dos sabores e aromas das comidas, das frutas, do azeite, do vinho, da cor do mar e da luz. Eu sempre achei que era exagero ou saudosismo até o dia em que visitei a Grécia. Era tudo verdade, ele não estava exagerando.
Quando experimentei minha primeira salada grega foi como se estivesse comendo algo totalmente novo, os tomates tinham um sabor diferente dos que eu já tinha provado, o azeite perfumava tudo e dava um sabor todo especial, o queijo feta era novidade e as azeitonas, suculentas e deliciosas. Mas era apenas uma salada simples, nada de especial, como pode ter sido uma experiência tão fascinante?
E foi assim com tudo que experimentei, apesar de já ter provado da maioria dos pratos no Brasil, tudo tinha um sabor diferente, inclusive as frutas, como meu pai já havia dito.
Viajar pela Grécia foi um dos passeios mais maravilhosos que já fiz. A cada novo lugar que íamos, novos sabores apareciam. Nas estradas, com as janelas do carro abertas sentia aromas dos mais diversos, orégano selvagem, uvas secando ao sol. A luz era intensa e deixava tudo mais colorido exatamente como nas fotos que eu tinha visto anteriormente.
Sempre achei que as fotos eram retocadas, mas lá descobri que o mar é de um azul profundo, que a linha do horizonte fica quase indistinta deixando um azul que se confunde entre o céu e o mar, que as flores são mais coloridas e perfumadas, que o branco das casas é realmente ofuscante. Foi então que realmente me apaixonei pela Grécia.
Hoje, meu pai já se foi, meu tio também, e minha mãe continua transmitindo a cultura grega para seus netos que um dia também vão duvidar de tudo o que contamos para eles, mas também um dia terão que ir até a Grécia para acreditar e contar para seus filhos e netos.
equena, adorava ouvir meu pai falar sobre sua adorada pátria. A história, a mitologia, a história dos nossos antepassados e suas aventuras na Grécia e no Brasil.
Os momentos mais esperados por meus irmãos e por mim eram a hora do jantar e o almoço de domingo, momentos inesquecíveis que ficavam ainda melhores quando meu tio, irmão de meu pai, também estava presente.
O que mais me intrigava era como ele falava dos sabores e aromas das comidas, das frutas, do azeite, do vinho, da cor do mar e da luz.
Eu sempre achei que era exagero ou saudosismo, até o dia em que visitei a Grécia.
Era tudo verdade, ele não estava exagerando. Quando experimentei minha primeira salada grega foi como se estivesse comendo algo totalmente novo, os tomates tinham um sabor diferente dos que eu já tinha provado, o azeite perfumava tudo e dava um sabor todo especial, as azeitonas, suculentas e deliciosas e o queijo feta dando aquele algo a mais. Mas era apenas uma salada simples, nada de especial, como pode ter sido uma experiência tão fascinante?
Foi assim com tudo que experimentei, apesar de já ter provado da maioria dos pratos no Brasil, tudo tinha um sabor diferente, inclusive as frutas - como meu pai já havia dito.
Viajar pela Grécia foi um dos passeios mais maravilhosos que já fiz, a cada novo lugar que íamos, novos sabores apareciam. Nas estradas, com as janelas do carro abertas sentia o aroma do orégano selvagem, das uvas secando ao sol... A luz era intensa e deixava tudo mais colorido exatamente como nas fotos que eu tanto tinha visto. Sempre achei que as fotos fossem retocadas, mas lá descobri que o mar é de um azul sem igual, que a linha do horizonte fica quase indistinta entre o céu e o mar, que as flores são mais coloridas e perfumadas, que o branco das casas é realmente ofuscante.
Foi então que realmente me apaixonei pela Grécia.
Chegou a minha vez de passar adiante esta paixão.

6 comentários:

  1. Dimitra, fiquei encantado com o que li. Parece que eu mesmo poderia ter escrito, de tão fiel que foi a sua descrição dos sentimentos ao perceber a Grécia com os cinco sentidos. Cheguei a escrever um diário de viagem, com receio de perder o frescor daquelas impressões. Parabéns!!! Virei aqui te visitar sempre!!!

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  2. Obrigada Filidis, espero seus comentários e colaborações. Talvez uma olhadinha no diário de viagem possa te dar uma idéia de sugestão para próxima receita. Abraços...

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  3. Oi Dimitra,tudo bem??
    Fico feliz por poder encontrar mais descendentes de gregos,assim como eu,e saber que essas pessoas tambem se encantam por essa cultura fascinante...
    Tambem estou em SP,e lhe dou os parabens pelo blog.
    Espero podermos manter contato,caso possa,procure por Pashalis e voce me encontrará.
    Um abraço.

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    1. Que bom que você aprecia meu blog, espero por seus comentários e sugestões.
      Vamos manter contato sim.
      Um abraço.

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  4. Grega/Dimitra, adorei o seu blog!
    Sou brasileira, filha de pais brasileiros, mas, me sinto grega na alma! Estive nesse país maravilhoso em 2011 e quero retornar lá no próximo ano. Tudo o que você descreveu no seu blog é realmente experimentado por quem vai a Grécia. Os aromas, sabores, a visão dos lugares mais remotos da humanidade, a música que nos conduz no tempo, o toque suave das flores e de tudo que é próprio da cultura grega, estão longe de ser imperceptíveis a qualquer mortal! Me sinto como se pertencesse a esse país, apesar de amar muito o meu, mas, a visita a Grécia foi um reencontro e não uma simples viagem.
    Gostaria de parabeniza-la pela iniciativa e pedir-lhe para sempre trazer novidades a respeito da culinária grega para o nosso deleite!!! Beijos!

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